Em breve...

Estava analisando, e, bem, essa template parece-me muito carregada. Vou mudar o Layout do blog para facilitar a leitura...

Feira de Profissões

Hoje é um dia em que eu, absolutamente, não sei o que postar. Preciso, no entanto, colocar algo neste espaço, afinal prometi para mim mesmo que, apesar da inutilidade, preciso criar o habito do registro freqüente de informações. Como perceber esta postagem tem tudo para ser inútil.
Pelo contrário, quer saber...ela terá sim uma utilidade.

Fera de profissões do Moura Lacerda, realizada no colégio Américo de Souza - em que eu estudo por sinal - em que fui, aproveitando-a ao máximo, pois, já que eu não teria aula devido a isso, pelo menos algo de útil eu deveria extrair, porque, convenhamos, seria melhor ter ficado em casa dormindo do que ir pra escola para ficar sentado em um banco simplesmente sem fazer nada.
Cheguei cedo. Na verdade fui um dos primeiros alunos a chegar na escola, já que o horário de aula normal, 7:30, seria passado para 9:00, momento em que começaria a feira.

Mas eu precisava aparecer lá pra ajudar uma amiga que tava de recuperação, que pediu pra que eu fosse lá resolver algumas dúvidas, explicar a matéria - história, que eu tenho prazer de estudar-...No fim não expliquei porcaria nenhuma, falamos sobre coisas absolutamente inúteis, mas, mesmo assim, ela foi bem na prova e sem sombra de dúvidas recuperou a nota.

Ela foi fazer a prova, eu fiquei boiando no pátio vendo os estandes da feira sendo montados, junto ao meu irmão e a um outro colega. Tédio. Subi na biblioteca, li umas 10 páginas de uma livro -muito bom por sinal, no futuro pego emprestado- sobre Marx e a Globalização; fazendo um paralelo entre mundo capitalista atual e a famosa luta de classes, formando, antes, uma grande linha de pensamento que vai desde as origens do capitalismo mercantil até a economia globalizada atual. Mas não estava afim de ler sobre isso, sobretudo no calor, com barulho, no pátio.

Passou o tempo, a feira estava pronta. Antes de alunos de outras escolas entrarem já fui me dirigindo aos estandes, o primeiro deles não poderia ser outro: Ciências Econômicas. Sim eu adoro economia, apesar de minha "pequena" inimizade com a matemática, mas, como economia é algo que envole muito mais que matemática - sendo até considerada uma ciência humana e não exata - eu consigo adorar, principalmente nesses últimos tempos, aonde a mesma é tão visada pela mídia com esta montanha russa de Las Vegas que vemos diariamente pela TV.
Comecei perguntando do curso, mas antes de partir para perguntas mais complexas, sai de lá, já que abriram a escola para outros alunos de fora e um desconfortável aglomerado se instalou a minha volta.
Dei uma caminhada, ouvi um pouco de relações internacionais em outro estande, mas voltei, ainda querendo conversar de economia, mas, desta vez com uma amiga ao meu lado, Júlia. Bem, ele falou do curso de novo, falou da crise americana, e, já que ele puxou o assunto - fazer o que - continuei falando de economia, especulação, reunião do COPOM e decisão da SELIC...
Isso gerou, sem querer uma cena engraçada. Um grupo de estudantes, provenientes -sem preconceitos- de escola pública, popularmente conhecidos como "manos" começaram a olhar, ouvir, até que um deles olhou pra cara do outro dizendo:
" Que língua eles tão falando?"
" Sei não, mano, vam vazá"

Apesar de na hora parecer até um pouco cômico pra mim, eu reflito que isso nada mais é do que o reflexo do povo brasileiro que se desinteressa por temas como economia, política, filosofia...
Sabe, é triste saber que a grande maioria dos jovens é como estes, que, infelizmente discutem mais sobre quantas "minas cataram na rave" do que sobre as repercussões de uma crise dessas na nossa vida. Ok, não precisamos ser técnicos a ponto de perguntar coisas sobre a repercussão de um aumento na taxa básica de juros no dia a dia...Isso eu sei porque tenho a curiosidade de conhecer sobre um tema que me interesso, mas, pelo menos as pessoas deveriam entender o básico, ou pelo menos do que se trata o assunto, e não se abster ao senso comum, tentando buscar com visão racional e crítica, a verdade por detrás das coisas.
Desculpa, estou viajando de novo, criticando a sociedade e o mundo a minha volta saindo completamente do tema principal. Continuemos a falar da feira, então.

Sai de economia, fui falar de Publicidade e Propaganda. Tive um bom papo com o cara, conversei sobre o mercado de trabalho na área de comunicação social - ligada ao jornalismo, que me interessa diretamente - falamos sobre o papel do publicitário do mundo de hoje...enfim, sobre estas coisas, principalmente esclarecendo a dúvida de uma amiga - Júlia - sobre a profissão que ela escolheu pra si.

Depois de Publicidade e Propaganda, caminhei ao lado e vi ciências da computação, que mostrava no estande um Lego robotizado fazendo algumas tarefas pré-programadas em software. isso não me impressionou muito, já que vi no SENAI uma demonstração muito mais interessante de robótica. Mas eu gostei mesmo foi ter conversado - meio que gançando a conversa que dois amigos meus, Lê e Franco, estavam tendo com a lady do estande, muito bela por sinal - sobre programação de html, php e essas coisas. Foi legal, principalmente depois de ver a reação do meu amigo, Lê, que antes estava convicto em Publicidade e Propaganda, mas ao invés de se decidir com a feira de profissões na carreira, se confundiu ainda mais, ficando em dúvida completa entre ciências da computação e Publicidade. Irônico isso já que feiras de profissões servem para ajudar a escolher a profissão e não atrapalhar na escolha. Mas isso agente releva.

O fim da minha visita a feira não poderia ser melhor: Estande de licenciatura. Ok, você deve estar se perguntando como o tímido local escondindo em uma pilastra praticamente rejeitado com fervor por qualquer estudante pode ser bom. Nota-se a ironia nesta frase anterior.
Sabe, não sei porque as pessoas tem tanto medo de se tornarem professores, graças a essa mistificação de que professor morre de fome. É sim uma profissão complicada no começo, mas não é tão mais complicado de firmar com salários bons do que jornalismo, por exemplo.
Estava lá com um professor do fundamental e amigo, Alexandre, e, como em todo local aonde pessoas da área de humanas se juntam, começamos a discutir sobre os paradigmas da sociedade...hehe.
Me foquei no futuro profissional já que esta é a matéria principal em meus pensamentos atuais, e o que eles me falaram foi muito esclarecedor, desmistificando algumas coisas sobre os cursos de filosofia e ciências sociais, por exemplo, e me mostrando como trilhar o caminho de humanidades.

Depois acabou a feira, fui conversar com uns amigos, e voltei para casa.
Se algum dos meus escassos leitores chegou até aqui, parabéns, eu te amo por ter tido paciência de ler tudo isso. Espero que tenham gostado.

Arrivederti, a see you somewhere...

Iron Man (2008)

Iron Man
O Homem de Ferro (PT)

Homem de Ferro (BR)

Estados Unidos

2008 ı cor ı 126 min

DireçãoJon Favreau
ElencoRobert Downey Jr.
Terrence Howard
Gwyneth Paltrow
Jeff Bridges
Samuel L. Jackson
Roteiro/GuiãoArthur Marcum
Matthew Hollaway

GéneroAção, Aventura, ficção científica
IdiomaInglês
IMDb

Bem, à partir de hoje tentarei fazer uma avaliação de todos os filmes que eu ver, e eu não poderia começar melhor.
É um filme de super-herói. Claro que, graças a maravilhosa tendencia hollywoodiana de fazer estes enredos do gênero sem fazê-los ridículos ou fora da realidade.

É um show de efeitos especiais, primeiramente. Mas o filme não chega a ficar saturado, entretanto.

Para quem não conhece, é a história de um famoso engenheiro, Tony Stark, conhecido e aclamado mundialmente como um gênio em sua área: a construção de armamentos e equipamentos militares.
Mas quanto sua vida de luxúria e explendor chega ao auge, ele é capturado no Afeganistão por grupos terroristas, após apresentar às forças armadas estadunidenses o poderoso míssil Jericoh. Depois de ser ferido gravemente na captura, e precisar de um eletroímã ligado ao seu coração para impedir que fatalmente estilhaços de metal que entraram em sua circulação obstruíssem as artérias principais do corpo, ele é obrigado a construir o famoso Jericoh para tais terroristas. Aproveitando a oportunidade e os equipamentos disponíveis para a confecção do míssil, ele cria uma engenhosa maneira de escapar de lá: Uma armadura metálica robótica altamente armada!

Eis um filme que consegue juntar uma boa história, efeitos especiais, ação de tirar o fôlego e uma crítica à indústria bélica: podem ser eles responsabilizados pela morte e guerra?

Recomendo!

Come back to metal

Acredito que ele mereça um post exclusivo aqui no blog. Estou falando de um dos meus 3 leitores assíduos, Felício Tetys Master José Melloni.

Bem, digamos assim, que este personagem citado acima era, no auge de seus 14 anos um grande seguidor do enaltecedor, poderoso e extravasante gênero musical do heavy metal e ramificações. Mas por ironia do destino ele se desvirtuou destas músicas de verdadeiras mensagens e sábios ensinamentos somados a poderosos ritmos pelos lixos culturais sertanejos e modinhas capitalistas musicais. Foram dois anos assim (coincidentemente faz dois anos q ele parou de estudar comigo).

Mas ele voltou, graças a um pedido, ou melhor, ordem para ele parar de ouvir gino e geno e ouvir Hammerfall. A coisa desandou. Passamos pelas nostálgicas Renegade e At end of Rainbow. Mudamos para Avantasia...Seven Angels...demais! Edguy, Fallen Angels...King a Fool!

Bem, aqui está uma homenagem para ese fato!



Lembre-se: Kill all the maris-dragons!

Novo Layout

Bem, percebe-se que há uma grande, ou melhor, enorme diferença entre o layout atual do meu blog e o antigo.
Foi fruto de um árduo trabalho de pesquisa e aprendizagem em formato html, além de alguns tutoriais pela net que me ajudaram muito.

A grande diferença, no entanto, foi graças ao maravilhoso template¹ que encontrei. Ele se chama template compulsivo e facilitou muito a minha vida.

Coloquei varias coisas novas, desde um pequeno mapa via satélite mostrando a minha atual morada ( by google maps), até uma lista de recomendações no fim desta página com links respectivos da wikipédia. Isso tudo sem contar as ultimas notícias em tempo real pelo RSS do site de notícias G1 e a barra de buscal ali em cima, caso queiram procurar alguma coisa expecifica dentro deste blog.

Ele ficou bem melhor. Sei que é dificil alguem vir ler este blog, mas, bem, dgamos que é um treino pra quando ele for visitado por mais de três ou quatro pessoas diferenetes.

Amorfo

Meu nome é Pedro Santoro Zambon, tenho 17 anos, sou estudante, mais especificamente vestibulando, que nada mais é do que um estado de amorfismo intelectual, aonde um jovem estudante do ensino médio acumula o máximo de conhecimentos inúteis e improdutivos a ponto de ser capaz de assinalar o máximo de letras corretas em uma prova que vai fazer este jovem transcender ao estado de nada, ao de universitário, ou seja, um potencial ser humano útil na sociedade. Ok, sem mais definições óbvias. Quero escrever um texto até então inconcebível pra mim. Quero escrever alguma coisa que busque libertar deste calabouço mental a grande crise existencial desta magnífica indefinição da criança se tornando adulto, a maravilhosa fase de ebulições hormonais chamada adolescência. Bullshit. A grande verdade é que busco escrever algo sem parar, ler, voltar, reformular, estruturar a coerência e a coerção, e fazer de tudo uma obra que me faça prepotentemente ouvir elogios, de, "ah como você é foda e escreve bem". Não, quero escrever e deixar o teclado dar asas ao meu estado de confusão

Graças ao bom Deus que, apesar de nada poder mudar isso por ação qualquer, existe um remédio inerente a existência, que hora ou outra vai me libertar desta algema paradoxal da inconcepção do mundo. Esse grande remédio é uma benção para os mortais, um pesadelo pras cinqüentonas, e uma coisa que nada pode mudar: O Tempo. Trilhões de jovens já passaram por isso, uns morreram, outros se suicidaram, e a grande maioria se robotizou por um período, tomou consciência em outro e transformou a vida a ponto de não mais passar por uma constante crise existencialista, e passar a vivê-la de fato, com o objetivos concretos e não mais sonhos e aspirações. Mas enquanto o tempo não me dispõem isso, vivo na indefinição, e busco, com ela, escrever algo que ajude alguma criatura no mesmo estado a se acalmar.

Podem me chamar de pessimista, até eu acho isso. Na verdade sou igualmente e (lá vai essa palavra de novo) paradoxalmente otimista. Vejo o caos, a maldição, a putrefação que se tornou essa maldita sociedade hoje, essa juventude sem perspectiva, esse capitalismo atroz e selvagem que não poupa nem a si mesmo com a fome voraz por cabeças rolando e acúmulo de riquezas sem sentido, esses adultos hipócritas que cuidam do mundo como cuidam do vaso sanitário em dia de diarréia nervosa. ou otimista, ao mesmo tempo, quando digo que acredito que no meio de tanta maldição, existem alguns indivíduos que, mesmo nadando neste mar de ervas daninhas, conseguem ter potencial, mesmo que sufocado, de mudar esse mundo.

Mas não será fácil, mesmo que haja uma tentativa muito bem planejada, aonde todo sangue, altruísmo e vontade sejam instaladas. A verdade é que são poucas pessoas, para pouco tempo e muitas mudanças. São nas ruínas de um prédio condenado que se ergue um monumento impecável. Tudo bem que esse monumento milhares de anos além se tornará deploravelmente (apesar de histórico) insustentável e desmoronará. Mas a associação é simplesmente para ilustrar que, se queremos uma sociedade do amanhã melhor, devemos destruir a sociedade de hoje, e, nas ruínas da mesma, construir uma outra, mais sólida. Um discurso sociopata perfeito, pra falar a verdade. Maldição, to me tornando um enigma da psicologia; prepotência acreditar isso, mas fazer o que, tenho 17 anos, é de se esperar que eu haja assim, como se eu fosse o centro do mundo e que tudo gorasse ao meu bel prazer e dispor, e que meu humor que rege, de fato, as conjecturas do universo.

Ah, nem dez por cento dos leitores disso entenderão esse texto e sua complexidade, não digo isso por falta de humildade não, digo isso, além de por verdade da própria complexidade gramatical, ou seja, coerciva, do texto, fica difícil entendê-lo; mas o que vai eliminar a maioria dos leitores no seleto grupo de entendedores da loucura é o próprio fato de poucos serem loucos o bastante para conseguirem ler isso sem me mandar a merda, ou falar que eu sou uma pessoa completamente fora da realidade do mundo. E se eu for, dane-se. Mas afinal, qual é a realidade do mundo? É a que a maioria das pessoas vivem?
Se for, realmente não estou nessa realidade. Mas não acredito que essa seja a verdadeira realidade. Não é possível que esse mundo bitolador, rotinizador, atroz, selvagem, cru, falso, indefinido, coorporativo, impessoal, passional, pseudorracional, e tudo mais, seja o verdadeiro. Deve existir algo mais reconfortante, justo, verdadeiro do que isso em que eu vivo. Essa "coisa" reconfortante pode ser Deus, sei lá, mas ele não é uma realidade, é uma matéria, um fator gerador de tudo que existe, condutor de tudo, e etc. Eu quero algo concreto. Pode ser falta de fé falar isso, mas, para falar a verdade, falta-me fé. Não que eu tenha pouca. A maioria das pessoas, com a fé que tenho poderiam se sentir completas, felizes e coisa e tal, mas eu, sei lá porque, talvez porque eu seja um pouco mais intelectualmente bem resolvido ou complexo, mas, eu não sinto que isso seja o suficiente para preencher a lacuna que se instaura no meu coração.
Essa lacuna já achei que poderia ser preenchida por alguém do sexo oposto. Me enganei. Opa, agora parece que eu sou um homossexual se revelando. Não, não é isso. Tenho atração por mulheres, e assim vai continuar eternamente, de fato. O que eu digo é que a ausência de opções entre a juventude de hoje me faz ficar preso em um beco sem saída aonde ou eu me curvo a ter algo com pessoas inúteis e inferiores para satisfazer meus estímulos libidais momentâneos, ou permaneço sozinho aguardando a utópica pessoa certa surgir, até o momento que ilusoriamente acredito ter encontrado, mas, de tanto desejar, projetarei tanto nessa pessoa a idealizada busca, que no fim me decepcionarei amargamente com a pessoa em questão, e desistirei do amor, até a próxima ilusão se instaurar diante dos meus olhos. Isso até o dia que alguém útil de fato apareça. Mas até quando? Quando? E será que isso vai mudar?

Mas como eu disse, essa lacuna passional, se preenchida, não vai resolver tudo. Ainda restará um mundo a minha volta, corrupto, regido pela lei dos mais fortes, pelos impulsos, pelas vontades e eu, racionalmente estruturado o suficiente para enxergar tudo isso, estarei como cego em tiroteio, como louco profetizando aos outros um fim que para eles é impossível existir. Essa sociedade está podre. Seus alicerceis corroídos. Quando esses jovens chegarem a maturidade e o mundo finalmente for deles... Ou será a solução definitiva, ou a ruína absoluta.
Nunca uma juventude teve tanto potencial para as duas coisas. É bem verdade que a geração que governa o mundo de hoje não é lá muito boa, ou melhor, é horrível. Na verdade está sendo uma sucessão de gerações, uma pior que a outra. Geração da transição do século XIX pro XX, mau do século; geração das grandes guerras; geração da guerra fria e ditaduras militares; geração atual que não sei nem como nomear. Enfim, estamos pegando a herança de todas elas nas costas, carregando conosco e dizendo: "O que fazer com tanta merda?".

Meio ambiente, devastado; sociedade, corroída; economia, desestruturada, com um buraco invisível que não se pode enxergar. Bem, quem sabe eis ai a solução que o capitalismo vai encontrar para seu próprio fim, graças a sua natureza contraditória...dizia Marx. Mas enfim, as horas passam, o sono chega, o medo continua, sempre.
Medo. Essa palavra resume o que sinto. Já me achei fraco por sentir medo. Talvez seja a voz da maldita prepotência e arrogância que inventei como redoma para me proteger dos fracassos. A verdade é que não sei como vou enfrentar o mundo daqui pra frente. Estou prestes a fazer isso, tenho tudo na cabeça, mas não sei como usar.

O que falta pra mim é uma guerra. Uma luta, uma ideologia, bandeira, grito. Sabe, num to falando que quero uma nova ditadura, nem nada. É que estou tão sem rumo, sem vontade ou objetivo. Sim, tenho anseios, só que nenhum deles ´forte o bastante para me fazer acordar a cada dia, respirar e desejar...
Por esse simples motivo não tenho esperança. Não por tê-la perdido, mas por não ter motivo de possuí-la. E isso já explica o porque eu, e a maioria dos jovens com um pouco de intelecto como eu estamos assim, perdidos. E essa situação é extremamente perigosa, pois, está em nós a missão de mudar esse mundo, mas, se permanecermos assim, falharemos, e como disse anteriormente, a falha significará ruína. E isso ninguém quer.

Precisamos nos erguer, preciso me erguer. Sei que é difícil andar no meio de tanta sujeira, mas, para lutar contra porcos, precisamos adentrar ao chiqueiro. Por isso vou lutar, e enquanto eu estiver vivo, não vou permitir que esse mundo se destrua, sem eu ter ao menos tentado impedir.

TÁBAUA RASA

Sentimentalmente não sou nada
uma vergonha, uma piada
minha barreira foi quebrada,
minha esperança arrebatada

Cheguei ao fundo do poço,
afinal, sou carne e osso
um velho em pele de moço
em meio a treva de profundo fosso